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Manabu Mabe

Manabu Mabe

★ 14/09/1924 † São Paulo - SP AC

Manabu Mabe nasceu em 1924, em Kumamoto, Japão. Em 1934, ele e sua família emigraram para o Brasil a bordo do navio La Plata Maru, estabelecendo-se nas lavouras de café de Lins, São Paulo. Foi lá que conheceu Tikashi Fukushima, com quem compartilhou o sonho de se tornar pintor. Mabe trabalhava na lavoura e pintava durante os dias de chuva. Apesar de uma infância pobre, Mabe adaptou um ateliê na lavoura para pintar naturezas-mortas e paisagens. Em 1948, realizou sua primeira exposição individual em São Paulo, combinando caligrafia oriental com pintura de manchas. No ano seguinte, participou do Salão Nacional de Arte Moderna no Rio de Janeiro. Vida Pessoal: Em 1951, casou-se com Yoshino e teve filhos. Em 1952, conheceu Tadashi Kaminagai, cuja arte admirava profundamente. Em 1953, ganhou o prêmio de pintura na segunda Bienal Internacional de São Paulo. Carreira: Mabe participou da Bienal de Arte do Japão em 1956 e, em 1959, foi premiado como melhor pintor nacional na quinta Bienal de São Paulo e destaque internacional na Bienal de Paris. Ele foi um dos principais artistas nipo-brasileiros a contribuir para o desenvolvimento do abstracionismo no Brasil. Acidente Aéreo: Em 1979, cerca de 53 de suas obras, avaliadas em mais de 1,2 milhão de dólares, foram perdidas no mar quando um avião da Varig desapareceu sobre o oceano. Algumas dessas obras foram posteriormente refeitas por Mabe. Legado: Na década de 1980, Mabe continuou a influenciar a arte brasileira. Em 1986, realizou uma retrospectiva no Museu de Arte de São Paulo (MASP) e lançou um livro com 156 reproduções de seu trabalho. Em 1995, escreveu sua autobiografia "Chove no Cafezal". Em 1997, participou de uma vinheta interprogramas para a Rede Manchete de televisão. Morte: Manabu Mabe faleceu em 22 de setembro de 1997, em São Paulo, devido a complicações de um transplante de rim, septicemia, linfoma e diabetes. Suas obras estão presentes em importantes museus e coleções ao redor do mundo, incluindo o Museu de Arte Contemporânea de São Paulo e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.


Destaques


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