Bruno Giorgi
Bruno Giorgi, filho de imigrantes italianos, nasceu em 1911 e dedicou-se à escultura em Roma. Durante a década de 1920, ele se tornou membro da resistência contra o fascismo italiano e foi preso em Nápoles. Giorgi também participou da Guerra Civil Espanhola ao lado dos republicanos e, em 1937, mudou-se para Paris, onde estudou na Académie de la Grande Chaumière e na Ranson, sob a orientação de Aristide Maillol. Ele conviveu com artistas renomados como Henry Moore e Marino Marini. Em 1939, retornou ao Brasil e se integrou ao movimento modernista brasileiro, trabalhando com artistas do Grupo Santa Helena e participando da exposição da Família Artística Paulista. Em 1942, colaborou na decoração do prédio do Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro, com um trabalho para o jardim planejado por Burle Marx. Na década de 1950, suas obras começaram a valorizar o ritmo, o movimento e os vazios, utilizando bronze para criar figuras delgadas. Em 1960, criou o Monumento ao Padre José de Anchieta em Tenerife, Espanha. Nos anos 1970, suas obras passaram a incorporar formas geométricas e mármore branco. Entre suas obras mais conhecidas estão "Os Candangos" e "Meteoro". Outros trabalhos notáveis incluem o Monumento à Juventude Brasileira, Os Guerreiros, Monumento à Cultura, Integração e A Mulher de Mococa.